Não gosto que te vá.
Pois depois acabo por não lembrar-me de tua ausência.
Não gosto que te cales.
Pois perco a noção do teu timbre.
Não gosto que te esqueças de mim.
Pois acabo por ser mais que nenhum para ti, e com sentimentos de abandono me cubro e te esqueço igualmente.
Não gosto que não sejas.
Pois quando és eu também sou, e quando deixas de ser eu me transformo, e te confesso: não gosto de transformações!
Não gosto que não estejas.
Pois quando não esta aqui, eu te perco sem perceber.
Não penses que tudo isso é por que não te amo.
Eu amo.
Só tenho o dom de curar-me velozmente.
Não gosto de dores de remorsos e muito menos de dores que apenas doem e nada constroem.
Sou do tipo livre de sentidos, do tipo que não ver apenas a ferida, do tipo que já contempla a cicatriz.
E até onde sei cicatrizes só lembram e não mais doem.
Por tanto não penses que se te fores eu morrerei logo em seguida.
Se quiseres que eu te ame pela eternidade fica comigo.
Não se distancie nem por um segundo que seja.
Alimente meu coração e meus sentidos com não menos que tudo de ti.
Dá-me tua raiz teu caule e teus frutos.
Não sou como quem aceita menos que isso.
Se tu queres que eu te ame, ama-me tu primeiro.
Mas não amor passageiro, não amor burro que sofre por quase tudo.
Ama-me com teu ser, ama-me com inteligência e ate com indiferença, não esperando que eu morra de amores, mas que eu viva de tanto por ti ser amado.
Se tu queres realmente que eu te ame, traz-me a vida e não o sentimento de estar preso a morte.
Se tu queres que eu te ame, mas uma vez alerto-te, vivas em função de me amar, sem nada de mim cobrar, sem esperanças de ter amor de volta. Não gosto de pressão.
Pois tenho o coração selvagem, um coração que não possui selos e nem entradas.
Sou lento para amar-te e eterno se isso conseguires de mim.
Mas quando te fores não me culpes por te esquecer.
Sou lento para amar-te e eterno em sentimentos alimentados e vivos, mas sou veloz e quase invisível em esquecer e eliminar sentimentos vãos.
Por tanto te aviso logo que não sou porto seguro e longe estou de ser anjo e de morrer de paixão, pelo contrário, sou como as ondas na praia que logo sem aviso vêm e sem contar seus segredos se vão.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
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Um comentário:
oii lindinha
eu queria muito voce pra mim hehehhe bjuss na boka e em todo seu corpinho
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